Denúncia aponta prejuízo na Copel
Curitiba - Uma denúncia anônima encaminhada ontem à Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa culpa a atual diretoria da Fundação Copel por um prejuízo estimado em R$ 58,4 milhões de recursos que teriam sido investidos nesse ano em operações internas com o Banco Santos. Outros R$ 110,6 milhões teriam sido alocados para fundos de reserva fixa, na mesma instituição, e poderiam ser liberados para serem geridos por outros bancos públicos ou privados. Teriam sido realizadas operações com debêntures num valor de R$ 9,2 milhões. ''Se no ano passado não havia como saber que o Banco Santos estava para quebrar, esse ano a Fundação Copel não pode ter esse mesmo tipo de pensamento. Os boatos no mercado eram antigos. E os investimentos continuaram'', analisou o deputado estadual Neivo Beraldin (PDT), presidente da Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa.
Documentos recebidos pela comissão demonstram que no dia 20 de abril deste ano, o Comitê de Investimentos da Fundação Copel alertou para o perigo de aplicar dentro do Banco Santos e recomendou a retirada do dinheiro da instituição financeira. Outra preocupação dos parlamentares é com a denúncia de que e-mails internos que circularam dentro da fundação e da Copel demonstrariam que diretores da estatal teriam recomendado a continuidade desses investimentos. ''Temos que saber se as denúncias são verdadeiras. Os atuais gestores da Fundação Copel precisam nos responder isso'', disse Beraldin.
O diretor-presidente da Fundação Copel, Murilo Batista Ribas e o diretor financeiro Elzio Machado foram convocados ontem para prestar esclarecimentos para a comissão. Entretanto, eles não compareceram. Argumentaram apenas que estavam em compromissos anteriormente agendados e que não reconheciam a competência da Comissão de Fiscalização para investigar a Fundação Copel ou convocar qualquer um dos seus integrantes. (L.P.)





