Dengue e suplente dominam sessão da Câmara de Londrina
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Era para ser o dia de posse do último suplente de vereador afastado - entrou Rubens Canizares (PHS) no lugar de Flávio Vedoato (PSC) -, mas a tarde de ontem na Câmara de Vereadores repercutiu, na verdade, a ameaça de dengue que ronda todas as regiões de Londrina; inclusive a Zona Sul, onde está o Centro Cívico. Dentro e fora do Plenário, o risco de uma nova epidemia foi tema não só de uma reunião entre os parlamentares com o diretor de Saúde Ambiental, Maurício Barros, como também de conversas nos bastidores: uma assessora de gabinete do vereador Jamil Janene (PMDB) está de licença médica desde a última quarta-feira com suspeita de ter contraído a doença.
Nas conversas, funcionários que preferem não se identificar relatam que tem sido cada vez mais comum encontrar no ambinte da Câmara o mosquito Aedes aegypit, transmissor da dengue - pernilongos aparentemente inofensivos que são bastante comuns no prédio. No gabinete de Jamil, uma assessora comentou que a colega licenciada apresentara sintomas como fortes dores pelo corpo e febre alta, ''sem coragem para nada''. A mulher é moradora das proximidades Jardim Santa Rita, Zona Oeste, e ainda não teve o diagnóstico confirmado.
Convidado pela Comissão de Seguridade Social da Câmara a fornecer informações e dados sobre estratégias que combatam uma nova epidemia, o diretor de Saúde Ambiental não descartou tal risco, alertou que, apesar de 25 casos registrados desde janeiro, há outros 437 ainda sob análise, e disse que são necessárias parcerias com associações, escolas, igrejas e mesmo com o Legislativo no trabalho de conscientização pela eliminação dos focos de dengue. ''Como vereador tem bastante contato com a população, é fundamental envolver também a Câmara no combate à doença.''
Suplente
O ex-diretor da Câmara Rubens Canizares tomou posse ontem com o discurso da crise na ponta da língua. ''Quando entrei em 2001 (ele foi vereador até 2004), era muito mais cômodo: melhor perspectiva, mais ânimo, acabava de sair de uma campanha. Agora, pego meio de surpresa com esse afastamento, não é muito confortável'', alegou.
Ao contrário dos outros três suplentes que assumiram semana passada - Vera Rubbo (PSB), João Abussafi (PPS) e Fernando Nicolau (PP) -, Canizares disse acreditar em condições políticas de seu titular reassumir o posto. Entretanto, fez coro aos novos colegas sobre o posicionamento que deve adotar quanto a projetos de lei que tratem de mudanças de zoneamento e doações de áreas, mesmo tipo dos agora investigados pelo Ministério Público: ''O problema não é o projeto, mas a forma de tramitação e os interesses que haja por trás deles''.


