Demora em aumento traz perda de massa salarial, aponta Dieese
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O tempo que o servidor público do Paraná vai ficar sem reajuste de maio do ano passado até setembro de 2015 vai ter perda de massa salarial. A opinião é do economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fabiano Camargo da Silva. A proposta do governo de pagar 3,45%, referente à inflação de 2014 de maio a dezembro, em três parcelas (setembro, outubro e novembro de 2015) faria o servidor ficar 16 meses sem repor a inflação no seu salário.
Ele lembrou que, neste ano, a inflação está mais alta e o período que o governo propõe para receber o reajuste é maior e ainda parcelado. Silva lembrou que, mesmo que o governo pagasse a inflação de 8,17% agora, seria para repor uma perda que os trabalhadores já tiveram com o índice inflacionário nos últimos 12 meses. Ou seja, já é uma perda passada e que teria que ser reposta agora para recompor o poder de compra do servidor.
O economista lembrou que o governo vai ter aumento de receita neste ano com o aumento do ICMS para mais de 90 mil itens, que entrou em vigor a partir de 1º de abril, e com o reajuste de cerca de 40% no IPVA. "De um lado há problema de gestão e de caixa do governo e, do outro lado, há uma arrecadação crescente", disse.
Já o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, defendeu a proposta do governo. "É uma proposta muito boa para os servidores que vão ter aumento salarial até janeiro de 12,12% se computado com o dado deste ano com o que será dado em janeiro. O que demonstra o reconhecimento que o governador tem em relação ao trabalho dos servidores. Claro que vai ter impacto no caixa em 2015 e em 2016, mas é plenamente suportável inclusive com a ajuda que a Assembleia está dando em relação à renúncia de parte de suas receitas (R$ 87 milhões)", disse.


