Democracia avança no continente, revela pesquisa
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de novembro de 2008
Gabriel Manzano Filho<BR>Agência Estado 
São Paulo - A estabilidade e o crescimento econômico, aproveitando os bons ventos da economia mundial nos últimos cinco anos, fizeram bem à democracia da América Latina. Em nada menos que 12 países aumentou, de um ano para cá, a preferência por formas democráticas de organização, segundo pesquisa divulgada ontem, em Santiago do Chile, pela Corporatión Latinobarómetro.
A pesquisa foi feita em 18 países. O entusiasmo é maior no Paraguai, onde esse apoio saltou de 33% no ano passado para 53% agora - um salto de 20 pontos porcentuais - e na Venezuela, onde a mudança foi de 67% para 82%. No Brasil, essa preferência passou de 43% em 2007 para 47% agora.
O trabalho aponta ainda que para 59% de cidadãos de todo o continente a forma mais eficaz de mudar as coisas em uma sociedade é pelo voto. Outros 16% entendem que as transformações só virão se as pessoas se envolverem em movimentos por mudanças diretas e imediatas e 14% acham que não adianta lutar para mudar as coisas.
Outro dado revela que, para 56%, a economia de mercado ''é a único sistema em que o país pode se desenvolver''. O Paraguai também é o maior defensor dessa posição, com 71%, seguido do Brasil, com 65% e 63% de nicaraguenses.
Dedicado desde 1996 à tarefa de investigar as tendências políticas do continente, o Latinobarómetro vem detectando um constante distanciamento, na região, das formas autoritárias de governo. O apoio à idéia de que ''em certas circunstâncias o regime autoritário é preferível'' chega hoje a 29% no Paraguai e a 27% na Guatemala. No Brasil, a proporção é de 19%.


