Democracia argentina em crise
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2002
France Presse 
Buenos Aires O presidente argentino, Eduardo Duhalde, disse ontem que o Papa João Paulo II tem razão quando adverte que o sistema democrático argentino vive uma crise profunda, porque o país está em uma etapa pré-anárquica. O Papa tem razão, o que diz é absolutamente certo, porque o sistema democrático argentino vive uma crise muito profunda, e se encontra nesta etapa, da qual precisamos sair e que podemos classificar de pré-anárquica, disse Duhalde em seu espaço Conversando com o Presidente na Rádio Nacional. O presidente advertiu que há dirigentes políticos e alguns poucos comunicadores sociais que estão semeando o ódio, e isso é muito perigoso no momento que vivemos.
Contrariando as previsões agourentas, a estabilidade do dólar teve um impacto positivo em nível internacional. Existe uma solidariedade internacional, porque entendem nossa situação, disse Duhalde na rádio.
Em relação à comunidade internacional, o presidente declarou que não podemos dizer que tenha uma responsabilidade direta, mas teve uma participação na crise argentina.
Duhalde garantiu que em dois meses começarão a ser percebidos sinais de reativação econômica. A infra-estrutura produtiva do país está intacta. Se facilitarmos às empresas capital de trabalho, em 60 dias se começará a ver a luz no fim do túnel, disse. O presidente também defendeu a pesificação das dívidas em dólares: Quatro milhões e meio de pessoas foram beneficiadas com a pesificação, assinalou, acrescentando que, devido a isso, as pessoas batem menos panelas.


