Buenos Aires O presidente argentino, Eduardo Duhalde, disse ontem que o Papa João Paulo II ‘‘tem razão’’ quando adverte que o sistema democrático argentino vive uma crise profunda, porque o país está em ‘‘uma etapa pré-anárquica’’. ‘‘O Papa tem razão, o que diz é absolutamente certo, porque o sistema democrático argentino vive uma crise muito profunda, e se encontra nesta etapa, da qual precisamos sair e que podemos classificar de pré-anárquica’’, disse Duhalde em seu espaço ‘‘Conversando com o Presidente’’ na Rádio Nacional. O presidente advertiu que ‘‘há dirigentes políticos e alguns poucos comunicadores sociais que estão semeando o ódio, e isso é muito perigoso no momento que vivemos’’.
‘‘Contrariando as previsões agourentas, a estabilidade do dólar teve um impacto positivo em nível internacional’’. Existe ‘‘uma solidariedade internacional, porque entendem nossa situação’’, disse Duhalde na rádio.
Em relação à comunidade internacional, o presidente declarou que ‘‘não podemos dizer que tenha uma responsabilidade direta, mas teve uma participação’’ na crise argentina.
Duhalde garantiu que ‘‘em dois meses’’ começarão a ser percebidos sinais de reativação econômica. ‘‘A infra-estrutura produtiva do país está intacta. Se facilitarmos às empresas capital de trabalho, em 60 dias se começará a ver a luz no fim do túnel’’, disse. O presidente também defendeu a pesificação das dívidas em dólares: ‘‘Quatro milhões e meio de pessoas foram beneficiadas com a pesificação’’, assinalou, acrescentando que, devido a isso, ‘‘as pessoas batem menos panelas’’.

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