Demissões voluntárias geram economia de 1 mi
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sexta-feira, 14 de novembro de 1997
Agência Estado Natal 
A adesão de 2,6 mil servidores públicos estaduais não-estáveis do Rio Grande do Norte ao Programa de Desligamento Voluntário (Prodevir) afastou a possibilidade de o governador Garibaldi Alves Filho (PMDB) demitir por causa das medidas econômicas adotadas pelo governo federal. Ele festeja a adesão dos funcionários públicos porque o Estado economizará mais de R$ 1 mi na folha de pagamento.
O governo do Rio Grande do Norte dá total apoio às medidas econômicas da União. Alves Filho declarou que o pacote não é o ideal, traz sacrifícios, mas não há como negar a necessidade do ajuste. Alves é um dos principais articuladores do apoio de seu partido à candidatura do presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição.
A menina dos olhos da gestão Garibaldi é a privatização da Companhia de Serviços Energéticos do Rio Grande do Norte (Cosern), marcada para o dia 12, na Bolsa de Valores do Rio. Um total de 11 grupos estão interessados em adquirir o controle acionário da empresa. O lance mínimo é de R$ 371 milhões.
Rio- O secretário estadual de Administração,
Augusto Werneck, disse ontem que está feliz pelo fato de o governo do Estado demitir apenas 100 a 500 servidores públicos não-estáveis e não 10 mil como havia sido anunciado inicialmente na última terça-feira. Werneck foi repreendido pelo governador Marcello Alencar (PSDB), porque ele considerou um erro de avaliação de seu secretário a exoneração de 10 mil pessoas. Uma das explicações apresentadas ontem pelo secretário para não colocar na rua 10 mil pessoas é o custo que o governo teria com tantas indenizações.
Na terça-feira passada, durante a divulgação de um programa de ajustes e contenção de despesas por conta do pacote do governo federal, o secretário e o governador informaram que pelo menos 10 mil funcionários do Estado seriam exonerados. Anteontem, no entanto, Alencar recuou e disse que o governo iria dispensar apenas de 100 a 500 pessoas que haviam sido demitidas anteriormente, recorreram judicialmente, mas perderam em instância superior neste ano.
O problema é que o governo ainda não conseguiu fechar o
número de funcionários que serão dispensados. Werneck chegou a dizer ontem que o número de servidores sem estabilidade que perderam na Justiça chegava a 900, dos quais 450 estariam lotados na Fundação Leão XIII, instituição encarregada de acolher a população de rua. Estes 900 funcionários, segundo ele, seriam exonerados.
Pouco tempo depois, no entanto, Werneck voltou atrás e
afirmou que o governo iria dispensar somente de 100 a 500 pessoas. É o que o governador disse, senão eu cometo outro erro de avaliação, justificou. Eu tenho uma relação legal com o governador, mas eu não vou cometer erro todo dia, porque posso virar aquele sujeito que é gente fina, mas vacila para caramba.


