Demissão deixou ressentimento no ex-secretário
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de maio de 2001
De Curitiba 
Giovani Gionédis saiu do governo de forma conturbada. Considerado o secretário mais poderoso de Lerner tanto por controlar as chaves dos cofres do Estado como pelo bom trânsito que tinha junto aos deputados ele tem motivos para ter mágoas do governo. Uma reforma administrativa desencadeada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, culminou na demissão de Gionédis. Na reforma, promovida pelo governador em novembro do ano passado, Gionédis foi substituído pelo presidente da Copel, Ingo Hubert. Outros cargos no primeiro escalão foram oferecidos a Gionédis. Ele recusou e voltou ao escritório de advocacia da família.
No entanto, Gionédis não definiu sua demissão como uma manobra da cúpula do Palácio Iguaçu. Coloco como um desgaste político por exercer um cargo vital durante um momento de dificuldades. Saí porque não concordavam com minha postura, que era defender cortes profundos na máquina. E deixei o governo com a consciência do dever cumprido.
Gionédis, 46 anos, formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, é um antigo aliado do governador. Foi procurador-geral de Curitiba, coordenador jurídico da campanha de Lerner em 1994, secretário de Governo (chegou a acumular a Casa Civil) e chefiou a pasta da Fazenda por quatros anos.(M.D.)


