Demissão de agente da CMTU causa polêmica
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terça-feira, 22 de novembro de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Demitido por justa causa no último dia 1º , o agente de trânsito Weydson da Silva, 21 anos, está acusando a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de retaliação política por multas aplicadas ao prefeito Nedson Micheleti (PT), fato negado pela assessoria da Prefeitura, e ao diretor de operações da própria Companhia, João Verçosa.
Silva conversou com a imprensa ontem à tarde na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), cujo secretário de Assuntos Jurídicos, Júlio Ribeiro, informou que a entidade não homologou a demissão por ''falta de direito de ampla defesa ao funcionário''. ''Foi uma decisão arbitrária e ilegal, pois a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) prevê que se abra sindicância interna para apurar a falta grave'', disse Ribeiro.
Em um primeiro momento receoso, o agora ex-agente de trânsito e aluno do quarto ano de Direito na Universidade Estadual de Londrina declarou no decorrer da entrevista ter certeza ''absoluta'' de ter visto o prefeito falar ao celular, no cruzamento das ruas Pará com Pernambuco, no último dia 29 de julho, em um veículo oficial. Em 28 de setembro, foi a vez de um veículo da CMTU conduzido por Verçosa ser autuado por Silva, por motivo idêntico, na avenida Luigi Amoresi (Zona Oeste).
O motivo alegado para a demissão foi uma suposta má conduta do agente ao aplicar cinco multas, no último dia 14 de setembro, a um mesmo veículo estacionado sobre faixa de pedestres na Avenida Higienópolis. Silva recebeu um pedido de informação sobre o fato e respondeu com um ofício de três páginas reclamando da ''bagunça'' administrativa na Companhia e das condições de trabalho dos agentes.
''Lamento que tratem um servidor dessa forma, pois preciso do salário (de cerca de R$ 815 mensais), e um único critério precisa ser aplicado para todos nas multas, ocupe a pessoa o cargo que ocupar'', afirmou Silva.


