Demian Fiocca assume a direção do BNDES
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segunda-feira, 27 de março de 2006
Irany Tereza<br>Agência Estado 
Rio - Em meio à turbulenta substituição no Ministério da Fazenda, a solução encontrada para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES) foi a mais ''caseira'' possível. Demian Fiocca, que foi o homem-forte de Guido Mantega no Ministério do Planejamento, onde ocupou a chefia da Assessoria Econômica, o acompanhou na transferência para o banco como vice-presidente e compartilha da mesma visão desenvolvimentista. Agora, assume a presidência do banco com o mesmo discurso de redução dos juros para incentivar o investimento, como repetiu ao Estado na semana passada.
As demais mudanças esperadas no banco devem seguir a mesma linha ''doméstica''. Ainda perplexos com as mudanças anunciadas, funcionários ouvidos ontem apostaram na indicação de Maurício Borges Lemos, atual diretor da Área Social do banco, para a vice-presidência. Lemos, um dos dois únicos remanescentes da gestão de Carlos Lessa, que deixou o cargo após um embate com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, veio do PT de Minas Gerais.
Élvio Gaspar, também levado por Mantega do Planejamento para o BNDES, onde ocupa a chefia de gabinete da presidência, é candidato a assumir a vaga que será aberta na diretoria. Todas as indicações feitas para o banco durante o governo Lula deixam claro que, apesar de vinculado formalmente ao Ministério do Desenvolvimento, vem mantendo autonomia em relação à pasta do ministro Luiz Fernando Furlan, mostrando-se mais próximo, ao longo do tempo a ministérios como a Casa Civil e o Planejamento.
O economista Demian Fiocca, que coordenou a concepção do projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs) assumiu o cargo no BNDES sob a expectativa do mercado de tirar o projeto do papel. Transformado em lei há mais de um ano, o projeto, que seria uma das principais vitrines da gestão petista, ainda não decolou. Na semana passada, depois de críticas de economistas a declarações de Guido Mantega sobre a necessidade de redução imediata da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), Fiocca saiu em sua defesa, classificando as críticas como uma provocação dos opositores do governo.


