Para o ex-procurador da Prefeitura de Londrina, Ronaldo Gomes Neves, é muito pouco provável que o ex-diretor presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, seja responsabilizado por possíveis condutas irregulares denunciadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. De acordo com o advogado de Kyosen, ele acredita ''que possam mesmo ser verdade as denúncias'', mas não a autoria das iniciativas.
''Meu cliente também é vítima nessa história, pois ele era presidente, na verdade, de direito: assinava o que vinha como ordem de pagamento, porque confiava em quem repassava isso a ele. Presidente, de fato, era o Alonso'', definiu. Neves ainda explicou que tão logo a defesa seja intimada, vai baseá-la na prescrição prevista em lei. ''Porque a demanda se prescreve cinco anos após o fim do mandato ou do término do cargo. Como Kyosen foi exonerado em setembro de 1999, essa ação está prescrita desde o ano passado. Não sei por que o MP ficou quatro anos paralisado, se estava com esses processos todos em mãos'', reclamou.
O advogado de Lúcia Maria Brandão (ex-diretora de trânsito), José Luiz Brandão Filho, da mesma forma isentou a cliente das acusações impetradas contra ela. Questionado se Lúcia não teria acesso aos procedimentos licitatórios, na condição de membro da diretoria, Brandão discordou. ''As licitações não passavam por ela. Os procedimentos já chegavam prontos da Prefeitura para a Comurb.''
Já o advogado de Eduardo Alonso, Ellias Mattar Assad, declarou no dia do ingresso das últimas seis ações que o ex-diretor administrativo-financeiro da Companhia ''não podia coibir certas coisas, apesar de não concordar com elas''.
A Folha conversou com o ex-prefeito Antônio Belinati (PP), citado em cinco ações civis públicas só esta semana, mas ele preferiu deixar o comentário para seu advogado, Antonio Carlos de Andrade Vianna que não foi localizado durante toda a tarde e início da noite. A ex-funcionária Mary Mieko Nakagawa e representantes das empresas citadas nas ações também não foram encontrados pela reportagem. (J.G.)

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