Segundo o promotor Cláudio Esteves, a Promotoria de Patrimônio Público deve apresentar, em breve, uma ação civil com pedido de ressarcimento dos valores desviados já levantados pelas investigações do Gaeco, somente referentes ao núcleo familiar de João Leal de Matos. Ele explicou que o andamento das apurações referentes a essas denúncias foram acelerados por se tratar de réus presos.
''A quantidade de fantasmas é infinita. E só analisando documento por documento, cruzamento de dados e contas bancárias para ver quais as demais pessoas que poderão ser denunciadas pelo Ministério Público (estadual)'', afirma o promotor de Justiça Vani Antonio Bueno.
''Por uma questão de estratégia da investigação foi separado esse núcleo para que nós pudéssemos tomar medidas mais rápidas e eficientes. Mas o esquema como um todo é muito complexo e vai demandar um trabalho de apuração bem demorado, bem longo. A impressão que nós temos é que está apenas começando'', conclui Esteves. A investigação dos demais ''núcleos'' está sendo feita paralelamente.
Os advogados dos acusados ontem não tinham sido notificados oficialmente da denúcia, o que deve acontecer ainda hoje, quando devem estudar as medidas cabíveis. (M.R.M.)

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