Demais candidatos reclamam do apoio oficial a rivais
Curitiba - Os candidatos que não têm o apoio oficial do poder reclamam de ações de caráter populista e também da propaganda.
O candidato a prefeito Rubens Bueno (PPS) disse que isso ''é lamentável, é prática da velha política, estelionato eleitoral''. ''(A propaganda) tende a induzir o eleitor, mas a população já não se dobra mais a esse tipo de coisa, o eleitor está mais altivo, não aceita mais esse tipo de coisa'', avaliou Bueno.
Mauro Moraes (PL) afirmou que deveria ser proibido, na época da eleição, qualquer tipo de propaganda oficial. ''Até porque já tem o horário eleitoral'', argumentou.
Para o coordenador-geral da campanha de Beto Richa (PSDB), Fernando Ghignone, há dois tipos de eleitor: o que ainda se deixa influenciar pela propaganda e o que dá importância às propostas do candidato. ''Num país de miseráveis, qualquer vantagem na época da eleição sensibiliza'', comentou.
Já na avaliação da assessoria de comunicação do candidato Ângelo Vanhoni (PT), aliado de Requião, a atuação do governo estadual e também federal tem repercussões na campanha de Vanhoni, que pode ser beneficiado. Mas, para a assessoria do petista, o que tem impacto positivo é o ''conjunto da obra'' do governo, e não propaganda na véspera.
Osmar Bertoldi (PFL) disse que ''o governador abusa da autoridade do cargo ao tomar medidas populistas e fazer promessas, condicionando o cumprimento à vitória do seu candidato''. (M.D.)





