DEM, PSDB e PPS pedem renúncia de Maranhão
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terça-feira, 17 de maio de 2016
Igor Gadelha e Julia Lindner<br>Agência Estado 
Brasília - Em sua primeira vez presidindo a sessão plenária desde que assumiu o comando da Câmara dos Deputados, o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), foi alvo de protestos de parlamentares na noite de ontem. Em discursos direcionados ao parlamentar maranhense, deputados do DEM, PSDB e PPS pediram a renúncia de Maranhão do comando interino da Câmara. Em discurso na tribuna do plenário, o líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), pediu a renúncia do deputado maranhense da presidência interina da Casa e o acusou de ser um "instrumento" de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O peemedebista está afastado da presidência da Câmara e do mandato de deputado desde o início de maio, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Senhor Waldir Maranhão, Vossa Excelência pode sair desta cadeira fazendo um bem para o Brasil. (...) Levante-se dessa cadeira. A Câmara dos Deputados não merece", disse em discurso na tribuna. Olhando em direção ao presidente interino, Avelino disse que o deputado maranhense "atentou" contra o voto de 367 deputados ao anular a sessão em que a Câmara aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Avelino também citou que Maranhão recebeu ilegalmente salários de professor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), mesmo após assumir o mandato de deputado. O caso foi revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo. "O senhor terá de responder no Conselho de Ética pelo ato da segunda-feira passada (que anulou a sessão do impeachment)", afirmou o líder do DEM.
Maranhão voltou a dizer que não vai renunciar. "Não há renúncia, nós temos que trabalhar pelo Brasil. A pauta está sobrestada, temos que encaminhar debates que resolvam as questões orçamentárias do Brasil", declarou. No final da sessão diversos parlamentares foram para a frente da tribuna gritando "fora Maranhão", "fora Cunha" e até "fora Temer".


