DEM mostra vídeos com supostas fraudes em assinaturas do PSD
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Eduardo Bresciani<BR> Agência Estado 
Brasília - O DEM anexou ao processo em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a criação do PSD vídeos com depoimentos de eleitores que assinaram a lista de apoio para o novo partido em troca de cestas básicas. O jornal O Estado de S. Paulo revelou anteontem o uso deste expediente na cidade de São Salvador do Tocantins.
No vídeo entregue pelo DEM há ainda depoimento de eleitores de Crixás (TO) confirmando a utilização do mesmo método. A gravação foi encaminhada para a ministra Nancy Andrigui com a solicitação de envio para o Ministério Público Eleitoral. Anteontem, a subprocuradora eleitoral, Sandra Cureau, defendeu a realização de diligências para investigar as suspeitas de irregularidades.
A aposentada Floripe de Souza Póvoa, que mora em São Salvador do Tocantins, aparece no vídeo contando que diversas pessoas na cidade receberam as cestas básicas e tiveram que assinar um documento. ''Aqui foi todo mundo, minhas três filhas todas receberam e assinaram''. Em entrevista ao jornal, Floripe disse desconhecer que o documento era de apoiamento ao PSD. Segundo ela, foi informado aos moradores se tratar de um cadastro do governo do Estado.
Também moradora de São Salvador do Tocantins, Ronilda Bispo de Souza Silva aparece no vídeo dizendo ter recebido a cesta básica do vereador Washington Milhomen (PR), conhecido na cidade como Pezão. Ela afirma que as cestas teriam sido mandadas para a cidade por Kátia Abreu, senadora que é uma das fundadoras do PSD.
O PSD nega envolvimento com a distribuição de cestas básicas e diz defender a punição de eventuais culpados. Kátia Abreu também diz não ''compactuar'' com o uso da troca de alimentos por assinaturas e defendeu punição severa se confirmadas as denúncias. O vereador Pezão nega que tenha havido a vinculação entre a distribuição das cestas e a coleta de assinaturas, enquanto o governo do Estado diz ter enviado as cestas básicas para associações de moradores e não para políticos realizarem a distribuição.


