DEM fecha apoio a José Sarney
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Rosa Costa<br>Agência Estado 
Brasília - O DEM optou ontem, por unanimidade, pela candidatura do senador José Sarney (PMDB-AP) à presidência da Casa. A decisão foi tomada a portas fechadas por 11 dos 14 senadores da bancada. O líder do partido, José Agripino (RN), atribuiu a escolha à ''certeza'' de que Sarney se aliará ao Congresso, no caso de um impasse com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
''A candidatura de José Sarney é um fator de equilíbrio e de interligação entre o governo e o Senado, sem submissão'', disse. ''Ele é um ex-presidente da República, um homem de diálogo muito aberto, não é petista, não tem um alinhamento automático com o Poder Executivo e é um homem de bom senso, que saberá dialogar com o governo, mas também com a oposição''.
O líder evitou comentar a atuação de Sarney em relação ao Palácio do Planalto, de total engajamento, a ponto de defender a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), cuja derrubada se deveu em grande parte ao trabalhos dos senadores do DEM. ''Não vou entrar nessa discussão'', afirmou.
O líder tampouco questionou o fato de o senador Sarney não ter, até agora, se insurgido contra as medidas provisórias que bloqueiam as atividades do Congresso. Ao contrário. O líder disse que o apoio da bancada se deve à garantia de que o senador peemedebista está comprometido com dois procedimentos em relação às MPs: a de que ele vai criar instrumentos para conter o abuso no uso dessas medidas e que passará a fazer rodízio entre os partidos na distribuição das relatorias das MPs.
Quanto à distribuição de comissões e de cargos da Mesa Diretoria, Agripino disse que o partido não abrirá mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O partido indicou o senador Demóstenes Torres para o cargo. O DEM também quer a primeira-secretária para o senador Heráclito Fortes (PI).
Segundo ele, deve prevalecer o princípio da proporcionalidade. Foi exatamente para deixar claro que não abre mão de presidir uma das duas comissões mais importantes - a CAE ou a CCJ - que o DEM trouxe de volta a senadora Maria do Carmo (SE), que há meses estava licenciada para tratamento de saúde. Com isto, o DEM sacramentou-se como segunda maior bancada, com 14 senadores, atrás apenas do PMDB.


