Brasília - A votação do projeto que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um aliado na Câmara. O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), mudou de posição e agora anunciou que pedirá urgência para o projeto. Nas reuniões do colégio de líderes, Caiado sempre impediu a entrada do projeto na pauta. A aprovação do projeto que reajusta os salários do Supremo e, na esteira dele, o que aumenta o salário do procurador-geral da República, vai elevar os gastos públicos em pelo menos R$ 156.280.760 por ano.
O aumento dos salários provoca efeito cascata e beneficia toda a magistratura e a carreira do Ministério Público. Esse total considera o reajuste dos atuais R$ 24.500 para R$ 25.725, previsto para valer a partir de 1º de janeiro de 2007. Como o projeto aguarda votação desde 2006, a proposta em discussão agora aumenta esse o valor para R$ 27.716, o que repercutirá ainda mais nos cofres públicos. O aumento do salário beneficia 5.459 ministros, juízes e desembargadores, provocando um impacto nos cofres públicos da União e do Distrito Federal de R$ 105.420.725. São R$ 92.903.979 de salário e outros R$ 12.516.746 em gratificações para quem exerce função eleitoral, atingindo 5.978 ministros, juízes, membros e procuradores regionais eleitorais.

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