Brasília - O DEM ingressou na Procuradoria Geral da República com uma representação contra a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), por suposta campanha eleitoral antecipada.
O presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), argumenta que a ministra usou o Palácio do Planalto para realizar um evento de natureza política, que acabou se transformando em um ato para promover a possível candidata à sucessão do presidente Lula. ''O governo não é local para palanque de ninguém, não se pode usar a máquina pública para campanha antecipada. Está claro que ela (Dilma) já está em campanha. Ao usar as instalações públicas do Palácio do Planalto, ela feriu de forma clara e inequívoca a legislação, que exige do agente público probidade no exercício de suas funções'', disse. A assessoria de imprensa da Casa Civil não se manifestou sobre o assunto.
O evento citado pelo DEM aconteceu ontem, quando a ministra foi saudada duas vezes por integrantes de movimentos sociais como candidata à sucessão do presidente. Dilma, petista e preferida de Lula para a corrida eleitoral de 2010, reagiu com sorrisos às saudações.
Na representação protocolada ontem, o DEM argumenta ainda que há indícios de que a ida dos representantes dos movimentos sociais foi custeada pelo próprio governo.

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