Delmondes contesta auditoria
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Paula Barbosa Ocanha<BR>Reportagem Local 
A auditoria feita pela Prefeitura para investigar possíveis irregularidades na criação e no treinamento da Guarda Municipal (GM) está sendo contestada pelo gerente de contratos da Delmondes & Dias, Dênis Medeiros Segundo ele, nenhum pagamento foi feito indevidamente ''Pelo contrário, é o município que deve para a empresa'', já que ela treinou cinco turmas da Guarda Municipal e não quatro, como previa o contrato de licitação A auditoria feita pela Prefeitura apontou que R$ 39 mil reais foram pagos por 66 horas de aulas com tiro de pistola que não foram ministradas aos alunos Por ter confirmado, por escrito, que a empresa havia dado essas aulas, o secretário de Defesa Social Benjamin Zanlorenci foi exonerado do cargo
Medeiros afirma que as aulas não foram dadas porque a empresa está esperando uma autorização do Exército, e que se não forem aprovadas a empresa não vai devolver o dinheiro à Prefeitura, e sim descontar esse valor do que ainda tem que receber - cerca de R$ 70 mil reais Ele também acusa o secretário de Gestão Pública, Marco Cito, de omitir o documento que comprovaria que a empresa ministrou mais de 3 400 horas de curso para a GM ''Até agora recebemos por somente 2 536 horas de aula, por isso o ex-secretário (Benjamin Zanlorenci) pediu um aditivo no contrato da empresa Mas o Marco Cito não quis autorizar o novo valor'', ressalta ''A empresa prestou esse serviço e agora ele tem que pagar Ele (Cito) sabia desse aditivo mas está omitindo esse relatório ''
O secretário Marco Cito rebate a informação de Medeiros argumentando que a empresa não poderia ter dado nenhuma aula sem assinar o contrato de aditivo antes ''Na administração pública nada é feito sem contrato Quando ele fala que deu mil horas a mais de aula sem a autorização da Gestão Pública ele admite uma irregularidade Primeiro o aditivo teria que ter sido pedido pela Defesa Social com os devidos argumentos, depois autorizado pela Gestão Pública, depois de assinado o contrato emitimos o empenho, e depois das aulas é feito o pagamento Ele não tem o menor conhecimento de administração pública'', justifica
Sobre o documento que Medeiros afirma ter enviado com o relatório das aulas, Cito afirma que não é a empresa que faz o pedido de aditivo ''Eles fazem um serviço sem pedir o aditivo, agora não tem a menor condição de pagar esse valor antes do final da auditoria e da sindicância Eles deveriam estar esperando a autorização até hoje, se necessário, antes de terem dado as aulas ''
Quanto aos R$ 39 mil que o minicípio pedirá de ressarcimento à empresa pelo valor das aulas de tiro, Cito afirma que a empresa recebeu o valor total do contrato - R$ 303 mil reais - sem avisar que não tinha autorização do Exército para ministrar a disciplina ''Teria que ter sido feito um documento fragmentado, que deixasse de fora esse valor Mas a empresa confessa que recebeu e não deu a aula Mais uma confissão de culpa'', finaliza


