Delegados são preparados para depor na comissão
Delegados são
preparados para
depor na comissão
O delegado Adauto de Abreu Oliveira, que assumiu ontem a Força Especial de Repressão Anti-Tóxico (e está convidado para comandar a futura Divisão de Narcóticos do Paraná), teve ontem seu primeiro encontro com o deputado federal Padre Roque (PT-PR), integrante da CPI do Narcotráfico, que investiga o crime organizado no País. Oliveira e sua mulher, a delegada Leila Aparecida Bertolini, foram convocados na quarta-feira para depor na comissão parlamentar sobre as ações do narcotráfico no Paraná. Leila também participou da reunião, que aconteceu na Escola de Polícia Civil, onde trabalha.
Pouco antes do encontro, o delegado afirmou que iria saber como funciona a CPI. O casal também iria fornecer informações preliminares do que devem informar a comissão parlamentar. Oliveira e a mulher devem revelar à CPI o envolvimento de policiais civis do Estado no tráfico de drogas, já que em 1997 Oliveira afirmou que pelo menos 33 policiais estavam ligados ao tráfico de entorpecentes. Oliveira disse não concordar com a forma que foi convocado. Para mim foi estranho saber (do convite) pela imprensa, disse. Para ele, tanto a convocação quanto o depoimento deviam ser sigilosos.
Ao contrário do que havia previsto, o delegado não entregou ontem o relatório com os pedidos de recursos para reestruturar a Fera. O documento só deve ser entregue na terça-feira para o delegado geral João Ricardo Képes Noronha. Oliveira afirmou ter tido dificuldade para montar a equipe, porque agentes de sua confiança estão viajando. O delegado se recusou a fornecer o número de policiais e carros que irá solicitar.(J.A.)





