Curitiba - Os delegados que investigam o assassinato do dirigente petista Oscar Fachini, morto no dia 5 de julho em Imbituva, estudam a possibilidade de solicitar a prisão temporária de mais suspeitos. Fachini, que era presidente do PT municipal, foi morto com três tiros na cabeça quando chegava em sua residência após uma reunião com membros do partido.
Até agora, o delegado que coordena as investigações, Sílvio Eduardo Hellwig, já determinou a prisão temporária de um suspeito, um dia após o crime. Um vigilante, que não teve seu nome revelado, aguarda em custódia o resultado de uma perícia que irá dizer se as marcas de sangue encontradas em sua calça conferem com o tipo sanguíneo de Fachini.
A mulher do dirigente, Santa Maria Toskaski, não acredita que o vigia tenha cometido o crime. Ele afirmou ter sido abordada por um estranho poucas horas antes do crime, que teria perguntado se Fachini se encontrava em casa. Uma outra testemunha, que teria visto um carro rondando a região próxima à reunião partidária, levaram a polícia a considerar a hipótese do crime ter sido encomendado.
A polícia espera agora a chegada de um perito da Polícia Civil, para elaborar um retrato falado a partir dos depoimentos da mulher de Fachini. O resultado do exame de balística também é aguardado para verificar se um silenciador teria sido usado na arma do crime, uma vez que Santa Maria não teria ouvido os disparos efetuados contra o dirigente.
Ontem foi realizada uma caminhada pelas ruas de Imbituva para homenagear Fachini. Uma missa de sétimo dia foi celebrada na Igreja Matriz da cidade. Uma cerimônia em memória de Fachini também será realizada em Curitiba hoje, às 19 horas, na Paróquia Nossa Senhora das Vitórias.

mockup