O procurador da República Mário Ferreira Leite solicitou ontem à Polícia Federal (PF), a abertura de inquérito para verificar suposta obtenção de benefícios pelo delegado da PF em Londrina, Nilson Santos.
Conforme o procurador, o levantamento fiscal de Alberto Youssef e sua empresa Youssef Câmbio e Turismo, feito pela Receita Federal, apontou também o pagamento de quatro diárias de hotel do delegado em Londrina, em outubro de 97, pela empresa do doleiro. Na época, Santos trabalhava em Foz do Iguaçu.
''Pedimos a abertura do inquérito para apurar responsabilidade penal e estamos abrindo procedimento adiministrativo para apurar improbidade, se houve algum favorecimento, vantagem e vamos verificar a evolução patrimonial do delegado'', afirmou.
O delegado, transferido para Londrina no ano passado, preside dois inquéritos que apuram a responsabilidade de Youssef em duas contas de empresas fantasma que remeteram recursos para o exterior através de contas CC5. ''Se ele teve esse vínculo é difícil presidir com ética inquéritos que envolvem essas empresas. Configura no mínimo imoralidade.''
Para o delegado, o procurador ''se antecipou''. ''Falei que ia levar toda documentação para ele. Teve uma festa em Londrina e essa pessoa que me convidou pediu para o Youssef que pagasse e que o ressarciria depois. Tenho documentos e testemunho dessa pessoa'', justificou o delegado. ''Eu nem o conhecia (Youssef)'', disse.

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