James Alberti
De Curitiba
O delegado Adauto de Oliveira, chefe da Força Especial de Repressão Anti-Tóxicos (Fera) do Paraná, disse ontem que vai retormar as investigação de mais de 2 mil denúncias que haviam sido feitas à Fera no ano passado, antes dele deixar o comando do grupo especial. Segundo ele, novas denúncias começam a surgir. ‘‘Somente nos últimos dois dias oito denúncias anônimas foram feitas’’, disse.
Ontem Oliveira entregou ao delegado geral João Ricardo Noronha, um relatório com número de homens e a descrição de recursos que vai precisar para reativar a Fera, que estava parada desde o início do ano, quando ele assumiu o comando da Escola de Polícia Civil. ‘‘É um número bem razoável’’, resumiu.
O delegado, que vai falar à CPI do Narcotráfico, disse que as investigações da Fera terão duas linhas. Uma parte das investigações das denúncias, anônimas ou não, da população. Outra investiga o crime organizado e o envolvimento de mais de 33 policiais com o tráfico.
Segundo Oliveira, a segunda investigação é mais complicada e exige tempo e paciência. No ano passado, agentes comandados pelo delegado levaram quatro meses para prender o ex-policial Humberto Terêncio. Preso em flagrante, com 11 quilos de cocaína, Terêncio foi condenado a 24 anos de prisão. É desta forma que Oliveira quer trabalhar. ‘‘Queremos pegar com provas, para tirar de circulação de vez’’, diz.
O delegado acredita que não valha a pena prender um traficante com poucas provas, o que poderia permitir que ele escapasse da condenação. Por essa razão, Oliveira não tem divulgado os nomes dos policiais que estariam envolvidos com o tráfico, conforme desafiou o secretário da Segurança Cândido Martins de Oliveira.

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