Uma semana depois de ter declarado que não tinha provas suficientes para indiciar o deputado federal Talvane Albuquerque (PTN), o delegado da Polícia Civil Paulo Brás diz agora que vai indiciar o parlamentar alagoano como mandante do assassinato da deputada federal Ceci Cunha (PSDB).
‘‘Vamos indiciar o deputado como mandante e seus assessores como executores da chacina’’, afirmou Brás, acrescentando que entrega nessa sexta-feira o inquérito à Justiça, pedindo prorrogação do prazo para realizar as últimas diligências e concluir as investigações sobre o caso. Segundo o delegado, os assessores Jadielson Barbosa, Alécio Alves e José Alexandre da Silva (Zé Piaba) serão indiciados como executores e Mendonça Medeiros da Silva como cúmplice.
Na terça-feira, Silva foi levado pela polícia ao depósito do Detran/AL e reconheceu o veículo Santana azul utilizado por ele para dar fuga aos assessores de Albuquerque depois do crime, na noite de 16 de dezembro de 98. O Santana pertence ao cunhado de Albuquerque, Pedro Leão, e foi apreendido pela polícia, na sexta-feira, véspera de carnaval, na chácara do pai do parlamentar alagoano, em Arapiraca, a 142 quilômetros de Maceió.
Silva confirmou ter pego o veículo Santana na casa da irmã de Talvane, Terezinha Albuquerque, para dar fuga aos assessores do parlamentar. O trabalho de reconhecimento durou menos de uma hora e foi acompanhado pelo secretário Edmilson Miranda. ‘‘No dia do crime, eu fiquei com esse carro no local onde o Fiat Uno, usado na chacina, foi queimado. Eles cometeram os crimes e foram para esse local. De lá, entraram no Santana e viajamos direto para Brasília’’, confessou.
O delegado Paulo Brás disse que pensou bem sobre o assunto e decidiu indiciar Talvane Albuquerque como mandante da chacina de Alagoas.

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