Delegado pede prazo maior
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terça-feira, 22 de janeiro de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - O delegado especial Alexandre Macurin, que apura as causas do assassinato do deputado estadual Tiago Amorim (PTB), solicitou ontem à 1ª Vara Criminal de Cascavel mais um mês de prazo para concluir as investigações. O prazo foi concedido pela Justiça.
Já o corregedor-geral da Assembléia Legislativa, Caíto Quintana (PMDB), pretende enviar na semana que vem uma solicitação ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal (PF) seja chamada para investigar a morte do parlamentar. Para Quintana, a medida é necessária uma vez que a Polícia Civil ainda não conseguiu avançar significativamente nas investigações.
Quintana está conversando com os demais deputados estaduais para que seja pedido à Mesa Executiva da Assembléia o envio da solicitação ao Ministério da Justiça. Já conversei com o (delegado-geral da Polícia Civil) Leonyl Ribeiro, e com o secretário (estadual de Segurança) José Tavares. Como há suspeita de envolvimento de policiais civis no caso, sugeri que eles mesmo solicitassem a presença da PF nas investigações. Como eles não se mostraram muito simpáticos à idéia, vamos encaminhar o ofício pela Assembléia mesmo, afirmou Quintana.
O deputado conversou também com o delegado regional da PF no Estado, Ademir Gonçalves. Segundo o delegado, não há restrições para que o órgão participe das diligências sobre o caso. Não podemos investigar por conta própria, por não ser um crime da nossa competência. Mas caso o Ministério da Justiça tome essa decisão, iremos acatá-la, disse Gonçalves.
Amorim foi morto com cinco tiros em frente à sua residência, no centro de Cascavel, no dia 18 de dezembro.


