Delegado pede afastamento do caso dos grampos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de maio de 2001
De Curitiba 
O delegado Gérson Machado, do 3º Distrito Policial de Curitiba, não preside mais o inquérito policial sobre o grampo telefônico encontrado no gabinete da ex-secretária de Administração do Estado, Maria Elisa Paciornik, em outubro de 1999. Machado justificou razões de foro íntimo para deixar o caso. Ele não quis dar entrevistas, alegando apenas que pediu afastamento por questões de ordem particular.
Machado defende a tese de que os responsáveis pelo grampo encontrado na empresa Ocidental Distribuidora de Petróleo, em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), tinham ligação com o esquema localizado na sala da ex-secretária de Administração. Quando fez estas declarações, no início do mês passado, Machado desagradou a cúpula da Polícia Civil.
Como o processo está sob a apreciação de um juiz na Central de Inquéritos, ainda não se sabe se ele vai retornar para novas diligências da Polícia Civil ou segue para o Ministério Público. O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, vai aguardar uma definição da Justiça para decidir se nomeia ou não um novo delegado para o caso. (D.V.)


