Delegado pede a prisão de suspeito da morte de deputado
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terça-feira, 02 de abril de 2002
Gilmar Agassi<br>Equipe da Folha 
Cascavel - Depois de analisar o relatório parcial das investigações presididas pelo delegado Alexandre Macorin, o promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia informou ontem que a polícia solicitou o mandado de prisão preventiva e a quebra do sigilo telefônico de um envolvido no assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB). O promotor não mencionou o nome do suspeito, porém informou que se trata, a princípio, de uma peça-chave.
O deputado foi assassinado na noite do dia 18 de dezembro, em frente ao prédio onde morava em Cascavel. Levou cinco tiros à queima-roupa.
O suspeito está foragido e policiais estão à sua procura. Com base no relatório, o promotor acredita que a elucidação do crime está próxima. Acreditamos que a prisão deste suspeito resultará na descoberta de mais nomes, ressaltou Balzer.
Macorin disse ontem ter novos nomes de envolvidos, mas não quis revelar nem quantos nem quem são, alegando que isso poderia atrapalhar o inquérito. Segundo ele, o mandado de prisão do suspeito de ter cometido o crime vai agilizar as investigações. Há um norte na investigação. Acredito que estamos no caminho certo, avaliou o delegado. O secretário de Segurança Pública, José Tavares, declarou que certas coisas não podemos tornar públicas, para não atrapalhar. O secretário prometeu divulgar todas as informações que não comprometam o trabalho da polícia.
Por enquanto, a tese de que a morte de Amorim foi motivada por vingança ganha peso.
O promotor Marcelo Correia espera para hoje à tarde a resposta do Ministério da Justiça quanto ao ingresso da Polícia Federal (PF) nas investigações. Acho importante a participação da PF por dois motivos. Primeiro porque a execução e fuga foram previamente planejadas, o que mostra tratar-se de uma organização criminosa que pode ter integrantes em outros estados. E segundo por se tratar de um ano político e o deputado, que seria candidato à reeleição, ter sido morto às vésperas do pleito, argumentou.
Correia afirmou que se a PF prestar o apoio técnico, as investigações irão para um lado mais polêmico, já que ele comandará pessoalmente as diligências. Tomei por base a Medida Provisória nº27, editada em janeiro, a qual se refere que crimes contra homens públicos podem ser investigados pela PF. (Colaborou Maria Duarte)


