Delegado Noronha continua foragido
Delegado Noronha continua foragido Polícia articula captura do ex-chefe da Polícia do Paraná engolido pelo furacão das denúncias de traficantes à CPI das Drogas Rubens Burigo Neto De Curitiba Uma semana depois de ter a prisão temporária decretada pela Justiça do Paraná, em função das denúncias de envolvimento com o tráfico de drogas, o delegado-geral exonerado da Polícia Civil, Ricardo Képes Noronha, continua foragido. Também ainda não foram presos os outros sete policiais que estão na mesma situação de Noronha, devido aos fatos apurados durante a passagem da CPI do Narcotráfico pelo Paraná. São eles os delegados Kiyoshi Hattada e Mário Ramos e os investigadores Homero Andretta Baggio, Moacir Albuquerque, Marco Antônio Germano, Mauro Canuto Machado e Paulo César Rodrigues. O advogado de Noronha, Luiz Alberto Machado, disse ontem que por enquanto não é o momento para o cliente dele se apresentar. A cada dia surgem mais declarações públicas favoráveis ao Noronha. Esperamos que essas declarações tenham efeito contrário às prestadas por traficantes. Afinal, não é possível que se dê credibilidade aos criminosos que depuseram na CPI do Narcotráfico, argumentou. Machado voltou a garantir ontem que ainda não manteve contato com o ex-delegado-geral e que não sabe onde ele está. O delegado Marco Antonio Lagana, que responde provisoriamente pela Polícia Civil do Paraná, passou o feriado de Carnaval monitorando as buscas, na tentativa de prender os foragidos. Os delegados Paulo Ernesto Araújo Cunha, Alex Danevick e Luis Alberto Cartaxo de Moura, destacados por Lagana para encontrar Noronha e os demais envolvidos, continuam trabalhando. Já percorremos os locais onde poderíamos encontrar o Noronha: sua casa, a chácara da família (em Campo Magro, Região Metropolitana de Curitiba), e no litoral do Estado, conforme Lagana. O procedimento administrativo, instaurado por ordem de Lerner, antes da viagem do governador aos Estados Unidos, deve tomar ritmo nesta semana. A intenção é expulsar Noronha da corporação. O governo exonerou o ex-delegado da função. Porém não tem poderes de expurgá-lo dos quadros oficiais sem a instauração de um processo interno com amplo direito de defesa. O investigador Altair Ferreira Pinto, o Taíco, acusado de participação no tráfico de drogas em Curitiba, foi o único a se apresentar à Polícia Civil ontem. Ele se entregou por volta das 17 horas. O delegado Clóvis Galvão Gomes, da Delegacia de Investigações Criminais, informou que Taíco se apresentou espontaneamente, junto com o advogado Leão Itamar. Ele vai ficar preso na Delegacia de Defesa do Consumidor (Delcom), aguardando o chamado da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) para prestar esclarecimentos. Taíco não se deixou fotografar e nem quis falar com a imprensa. Galvão afirmou que aguardava a apresentação de outros policiais (preferiu não citar nomes) ainda para a noite. Continuam presos na delegacia regional da Polícia Federal os policiais Edmir da Silveira, Samir Skandar e Reginaldo Moreira e o empresário de Araucária Hissan Hussein Deheine, também apontados por testemunhas da CPI como peças no esquema do narcotráfico. Ontem à tarde, a Folha tentou falar com o advogado de Hussein, José Saliba, mas ninguém atendeu ao telefone no escritório dele. (Colaborou Leandro Donatti)





