Delegado mineiro assume a PF
Edson Luiz e Gerson Camarotti Agência Estado
O Palácio do Planalto anunciou ontem à noite o nome do delegado Agílio Monteiro Filho para assumir o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Ele substitui o delegado João Batista Campelo, que, acusado de ter participado de sessões de tortura, ficou apenas três dias na direção da PF.
Agílio Monteiro Filho é superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais há cinco anos. A escolha de seu nome é atribuída ao fato de ele não pertencer a nenhum grupo político nem a qualquer facção existente dentro da PF.
Monteiro Filho terá hoje um encontro com o ministro da Justiça, Renan Calheiros, quando deverá ser marcada a data da posse do delegado à frente da Polícia Federal.
Os nomes dos delegados Paulo Gustavo Magalhães Pinto e Zulmar Pimentel figuravam, até o começo da noite de ontem, como os principais candidatos à direção-geral da Polícia Federal em substituição ao delegado João Batista Campelo - e o de Agílio não entrava em nenhuma lista.
Enquanto aguardava o chamado do presidente FHC para a reunião em que foi definida a indicação, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, insistiu que a escolha deveria ser técnica e funcional. Ele defendia a indicação de um delegado de carreira - o que aconteceu.
FHC telefonou pela manhã para o ministro e ficou acertado que se encontrariam para discutir o assunto. Colaboradores próximos ao presidente evitaram comentar antecipadamente o nome do escolhido, mas frisaram que não havia pressa em anunciar o novo diretor-geral da Polícia Federal. Será uma escolha sem açodamento, garantiu um interlocutor próximo ao presidente, algumas horas antes do anúncio do nome de Agílio.
A idéia, afirmaram, era promover a escolha mais adequada, para não incorrer no mesmo erro que culminou na exoneração de Campelo apenas 72 horas após sua posse.





