Delegado-geral da PC é suspeito de prevaricação
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sábado, 01 de novembro de 2003
Fausto Macedoe Fabio Diamante<br> Agência Estado 
São Paulo - A enxurrada de escutas telefônicas determinadas pela Justiça Federal também atingiu agentes públicos estaduais. O principal deles é o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antonio Desgualdo, suspeito de prevaricação. Ele foi captado numa conversa com seu braço direito, Luiz Carlos dos Santos, o China - que estava com o celular grampeado sob suspeita de envolvimento com o contrabandista Roberto Eleutério da Silva, o Lobão.
Desgualdo está sendo investigado pelo Tribunal de Justiça (TJ), a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, por que teria mandando China alertar um delegado do interior do Estado sobre um grampo do Ministério Público Estadual (MPE) que teria descoberto crimes praticados pelo colega. Até a mulher dele teria sido flagrada com bicheiros. O delegado-geral nega as acusações e garante que mandou apurar o caso.
Outros dez policiais civis estão presos por causa das escutas. São quatro delegados, cinco investigadores e um agente policial de dois distritos da capital acusados de crimes de formação de quadrilha, concussão (extorsão praticada por funcionário público), tráfico de drogas, corrupção passiva, peculato, adulteração de chassi e prevaricação. Todos foram denunciados pelo MPE e respondem a processo administrativo pelo sistema da via rápida para que sejam expulsos da polícia.
Também foram descobertos crimes cometidos por policiais rodoviários federais.


