Delegado Geral autoriza quebra de sigilo bancário
Curitiba - O delegado-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, autorizou espontaneamente a quebra do seu sigilo bancário aos integrantes da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). A PIC investiga um esquema de utilização de notas fiscais falsas por membros da Corregedoria da Polícia Civil no ano passado, época em que Adauto era corregedor, durante o governo Jaime Lerner (PFL).
A existência do esquema fraudulento já é dada como certa pelos promotores da PIC. Três dos 14 investigadores ouvidos pelos promotores da PIC já confirmaram que teriam assinados recibos de despesas que não tinham efetivamente realizado, com viagens, diárias e alimentação. As notas fiscais apresentadas pelo investigador John Clayton Maciel, autor da denúncia, estão sendo periciadas, mas os promotores já têm evidências suficientes para assegurar que notas realmente são falsas.
Uma das provas mais contundentes da existência de blocos de notas fiscais falsas é o caso de um hotel do Interior utilizado em teoria pelos policiais da Corregedoria. Despesas em diferentes meses eram emitidas em notas fiscais seriadas, o que só poderia acontecer caso ninguém mais se hospedasse no hotel além dos policiais. A participação efetiva de Maciel no esquema foi confirmada pelo próprio investigador. Entretanto, os depoimentos feitos até agora não estabeleceram uma relação direta com o então corregedor e atual delegado-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira.





