Delegado é proibido de dar informações sobre o inquérito
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
De Curitiba 
O inquérito policial que investiga a escuta telefônica no gabinete da ex-secretária da Administração Maria Elisa Paciornik, e por consequência as suspeitas de que escutas clandestinas no governo eram comuns, deixa de ser público. Agora todas as informações sobre o caso serão concentradas no delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. Nem mesmo os depoimentos marcados poderão ser divulgados à imprensa pelo delegado Gerson Machado, titular do 3º Distrito Policial de Curitiba e presidente do inquérito. Não posso dar qualquer declaração à imprensa. A partir de agora, as informações ficam concentradas no delegado-geral, disse Machado, ao ser procurado ontem pela Folha.
Ribeiro confirmou que irá concentrar as informações do inquérito. Ele justificou que a intenção é unificar os discursos e evitar declarações precipitadas. O delegado solicitou uma cópia do inquérito e deverá fazer um resumo dos trabalhos já realizados. Quero a presença do delegado Machado para acharmos os pontos principais da investigação e traçarmos diretrizes para os próximos passos a serem tomados, destacou ele.
O delegado-geral não quis comentar as investigações do atentado a tiros no escritório do advogado criminalista Peter Amaro de Sousa que defende os militares citados como supostos mandantes dos grampos. Ele disse que precisa estudar o caso antes de se pronunciar oficialmente. (L.P.)


