Brasília A PF vai ouvir a partir de hoje dois dos depoimentos mais esperados na apuração do caso dos grampos de ACM. O delegado Valdir Barbosa e seu assessor Alan Souza Farias são acusados pelos investigadores que trabalham no inquérito de serem os autores das escutas ilegais, feitas de dentro da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, onde Barbosa era assessor especial e depois delegado-chefe. Ele foi afastado na semana passada.
Os investigadores já sabem que os grampos eram ordenados por Barbosa a Alan, que repassava a tarefa para outras quatro pessoas, que faziam em torno de 40 escutas diárias. ''Eles mesmos acionaram os gravadores quando um telefone era usado, enquanto hoje isso é feito de forma automática por computadores.
A partir do depoimento de Barbosa, a PF vai decidir se convoca a ex-secretária de Segurança Pública Kátia Alves, supostamente aliada de ACM. Ela não chegou a ser citada oficialmente no inquérito, mas a suspeita é de que poderia estar envolvida no caso.
Os investigadores também poderão ouvir funcionários das operadoras de telefonia por onde passavam as ordens de escutas. O depoimento do assessor jurídico de uma delas, Charles Motta, deixou pontos obscuros, como o fato de que alguns dos funcionários por quem passaram as ordens de grampos foram demitidos.

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