O delegado regional do Trabalho do Paraná, Celso Costa, pretende ingressar com duas ações – uma cível e outra criminal – contra o auditor-chefe da Prefeitura de Londrina, Osvaldo Alves de Lima. A informação foi dada ontem pelo advogado de Costa, Glauco Ramos. O motivo das ações é a divulgação de uma auditoria onde a empresa de Costa, a Celta System Informática Ltda., é acusada de vencer uma licitação fraudulenta na Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), em 1999.
Ontem, Costa também divulgou uma nota à imprensa insinuando que Lima estaria agindo em acordo com o ex-diretor da extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, atual CMTU), Eduardo Alonso, réu confesso em esquemas de desvios de recursos da prefeitura. Para ele, haveria uma ‘‘união de objetivos’’ entre o auditor e Alonso.
Segundo Ramos, como o valor do contrato entre Celta e Acesf seria inferior a R$ 8 mil, não havia necessidade de licitação. O advogado sustentou ainda que a empresa elaborou e implantou o programa. Além disso, assegurou que Walace de Oliveira – que acusou Costa usar dados cadastrais de empresas em licitações frias – nunca foi funcionário da Celta.
Ontem, o auditor sustentou as acusações. Segundo ele, o contrato com a Acesf deveria ter sido licitado porque o valor era de R$ 8 mil mais despesas com disquetes, impostos etc. Lima acrescentou que não considera que o serviço foi prestado porque o software não funcionou. Sobre a situação de Walace Oliveira, Lima lembrou que foi ele quem assinou – como ‘‘gerente de negócios’’ – o orçamento da Celta encaminhado para a Acesf.
Lima também garantiu que nunca teve qualquer tipo de contato com Alonso. ‘‘O que ele (Costa) está tentando fazer é descaracterizar um trabalho sério’’, respondeu. ‘‘Mas o que a sociedade está estarrecida é saber que o Ministério do Trabalho está nas mãos de um empresário que nunca registrou um funcionário’’, acrescentou.

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