Com a ida do delegado Alan Flore para o comando da Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil, em Curitiba, os coordenadores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) terão a difícil missão de encontrar um substituto para o cargo. Flore foi convidado pela ex-governadora, Cida Borghetti (PP), após uma indicação do delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Sílvio Jacob Rockembach.

De acordo com o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, alguns nomes já foram ventilados, mas ainda é muito cedo para se falar em um substituto. "Nós vamos verificar uma ou mais pessoas que tenham características e ver se nós conseguimos que venham trabalhar conosco", afirma.

O coordenador explica que, vencidas as etapas entre a escolha de um perfil ideal e a aceitação deste delegado ou delegada para ocupar o cargo, tem início um processo geralmente burocrático até ser publicada a nomeação em Diário Oficial.

"Quando tentamos fazer isso é muito comum que, entre sair a determinação, entre sair um pedido do Ministério Público, entre chegar ao Palácio do Governo, aí despacha. Então vai para a Polícia Civil, Polícia Militar e muitas das vezes isso tudo demora um tempo mais do que razoável", lamenta.

Dentre os oito núcleos no Estado, o de Londrina só perde para o de Maringá no número de municípios onde atua. Ao todo são 76, contra 91 do sediado em Maringá. Em seguida vêm o de Cascavel (55), Francisco Beltrão (46), Ponta Grossa (37), Curitiba (35), Guarapuava (29) e Foz do Iguaçu (23).

Primeiras demandas
Criada em maio do ano passado, a Divisão de Combate à Corrupção englobou, além das polícias Civil e Militar, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) com uma atuação transversal. Em julho foi inaugurada uma sede própria, no Centro Cívico de Curitiba. À época o núcleo de Curitiba da Divisão contava com quatro delegados, quatro escrivães, dez investigadores e dois estagiários. E, atualmente, já conta com núcleos no interior, em Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu e Maringá. "A minha função vai ser mais de dar estruturação, de estabelecer diretrizes e fazer a coordenação dos trabalhos que são realizados pelos núcleos", afirma Alan Flore.

Ainda de acordo com ele há um projeto em curso para ampliar a atuação da Divisão. "Eu pretendo até fazer algumas modificações nesta estrutura para que ela tenha até um âmbito maior de atuação, mas isso ainda está sendo tabulado com o Delegado Geral", garante Flore.

Dentre muitas diligências e operações ao longo de 13 anos no Gaeco, Flore destaca a Operação Publicano, responsável por desarticular um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná em 2015. "Não destacaria que foi a mais importante, mas foi a trabalhosa, sobretudo por identificar e levar à Justiça agentes públicos e particulares, pessoas comuns que figuravam como corruptoras ou então coautoras de crimes praticados por agentes públicos", destaca.

Denarc

À frente do núcleo de Londrina da Divisão Estadual de Narcóticos há sete anos, o delegado Lanevilton Theodoro Moreira passa a ser o delegado chefe da Divisão Policial do Interior, segundo cargo mais importante da Polícia Civil do Paraná. A nomeação também já foi assinada pelo Delegado Geral, Sílvio Jacob Rockembach.

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