Delegado do Combate à Corrupção conhece ações da prefeitura
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Reportagem Local 

"Quem quiser praticar crimes contra a administração pública terá que ser mais corajoso do que nunca". Foi o que disse o delegado Thiago Vicentini, do recém-criado Núcleo de Combate à Corrupção da Polícia Civil, a uma "plateia" formada por cerca de 40 servidores da Diretoria de Gestão de Licitações e Contratos (DGLC), da Secretaria de Gestão Pública de Londrina.
Ele visitou a prefeitura na última sexta-feira (25) a convite do secretário de Gestão Pública, Fábio Cavazotti, que apresentou ao delegado o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), o Programa Compra Londrina e o decreto que institui o Programa de Planejamento e Integridade em Compras Públicas no município de Londrina.
Na conversa com os servidores, Vicentini afirmou que o país está em um momento em que tanto a população quanto o funcionalismo público estão cada vez mais atentos. Nas falas, o delegado incentivou os servidores a serem firmes no monitoramento contra fraudes em licitações e colocou-se à disposição para receber denúncias pelos diversos canais da Delegacia, principalmente pelo telefone 181, que registra informações sob anonimato, disponível para toda população.
Segundo ele, a Operação Lava Jato foi a grande responsável por dar ampla visibilidade ao tema e que cabe a cada setor da sociedade, além dos órgãos de controle, colaborar para a eficiência e probidade no uso dos recursos públicos. "Os servidores devem converter o medo de fazer errado em zelo. Para a máquina pública funcionar, todo mundo tem que ajudar a fiscalizar", opinou.
Vicentini elogiou o papel do Ministério Público e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nas questões locais e regionais e assegurou que o núcleo da Polícia Civil "vem para se somar ao esforço".
Ainda conforme o delegado, o Núcleo de Londrina conta com suporte do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro e de sistemas, como o SIMBA (Sistema de Investigação de Dados Bancários), que cruzam dados da Receita Federal e do Banco Central para desvendar corrupção. "Temos muitos instrumentos e meios de apuração e é por isso que qualquer desconfiança deve ser informada à Polícia", orientou o delegado.
ESTIGMA
"Infelizmente, o combate à corrupção gerou um estigma contra os setores de licitações em todo o país. O convite e a interação com o delegado ajudam a desmistificar esse clima de que tudo está errado. Trabalhar em licitações é um desafio enorme: os servidores não podem deixar de cumprir o que as leis determinam e, ao mesmo tempo, precisamos inovar e melhorar a eficiência nas compras públicas", destacou o secretário Fábio Cavazotti.
Atualmente, a Secretaria de Gestão Pública realiza cerca de 300 licitações por ano, em um total de quase R$ 300 milhões, e gerencia cerca de 600 contratos e atas de fornecimento de serviços e produtos com empresas de todas as partes do país.


