Delegado diz que furto não cai Israel Reinstein De Curitiba O número de carros roubados em Curitiba permaneceu estável durante os três dias em que a CPI esteve no Paraná. De acordo com o delegado da Furtos e Roubos de Veículos, Moacir Michelotto, não houve queda nos furtos, como foi anunciado pelo deputado federal Robson Tuma (PFL-SP). Tuma (foto), que integra a CPI disse que, no último dia dos trabalhos da comissão em Curitiba, o número de furtos caiu de 30 para 13. O delegado rebateu afirmando que, na quinta-feira passada, foram roubados 23 carros. A média diária, conforme ele, é de 20. Para Michelotto, faltou informação ao deputado, que apenas associou o roubo de veículos aos desmanches. ‘‘O problema de roubos é muito mais complexo’’, declarou. ‘‘Denunciar a existência dos desmanches não acaba com o problema, porque, sozinhos, os desmanches não conseguiriam absorver o número de carros roubados na cidade’’, avaliou. Michelotto disse que os carros roubados têm diferentes destinos. Parte segue para o Paraguai. ‘‘Alguns são roubados para serem usados como clones em outros estados’’, disse. Além desses destinos, os carros mais velhos abastecem as oficinas clandestinas de Curitiba e Região Metropolitana. ‘‘Para atender seus clientes, os proprietários roubam carros, retirando uma determinada peça e depois abandonando’’, informou. O delegado considera mais complicado combater o roubo que abastece essas pequenas oficinas. ‘‘Elas abrem e fecham rapidamente’’, argumentou. Recentemente, a Delegacia de Furtos de Veículos descobriu um desmanche pequeno próximo do 8º Distrito Policial, que funcionava dentro da garagem de uma casa. A Folha procurou ontem repercutir a crítica do delegado com Robson Tuma, mas não conseguiu retorno às ligações.