Delegado denuncia jogo sujo
Curitiba - O terceiro candidato à presidência da Adepol, Luiz Antônio Zavataro afirma estar sentindo na pele o calor da disputa pelo controle da associação. ''Está sendo uma campanha suja. Eu estava com a chapa completa há 15 dias, mas três delegados desistiram após receber pressões de pessoas mais exaltadas ligadas tanto ao grupo do Noronha como ao do Nabor Sottomaior e tivemos de inscrever substitutos'', queixou-se.
Segundo Zavataro, as pressões sobre os membros de sua chapa são diversas. ''O pessoal do Sottomaior ameaça os integrantes, dizendo que eles podem sofrer represálias do governo como perdas do cargo de chefia e remoções para cidades do Interior. O do Noronha cobra favores prestados aos delegados nos últimos anos, como a contratação de advogados para defendê-los em processos judiciais. Ora, isso não são favores, são apenas obrigações da Adepol'', afirmou Zavataro.
Zavataro também afirma que a chapa de Sottomaior conta com o apoio do governo, e lamenta a decisão tomada por Requião. ''Eu fui o único dos três candidatos que fiz campanha para o Requião no ano passado, e corri o risco de ser penalizado caso o Alvaro Dias ganhasse a eleição. Acho que foi um erro estratégico escolher outra chapa para receber o apoio', disse.
Na disputa, Zavataro não poderá contar com o apoio do delegado-geral Adauto Abreu de Oliveira. Os dois têm divergências pessoais e profissionais, que acabaram culminando na transferência de Zavataro da Divisão de Narcóticos (Dinarc) para a Central de Polícia Integrada, que ele classifica como a ''senzala'' da Polícia Civil. (R.S.)





