Curitiba - O delegado Hugo Corrêa Martins decidirá nos próximos dias se irá ouvir o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), sobre a existência de um caixa 2 na sua campanha à reeleição, em 2000. Atendendo a uma decisão da Justiça Eleitoral, o inquérito que investiga crime na prestação de contas de Cassio retornou ontem à Polícia Federal para que o nome do prefeito seja retirado da condição de indiciado por suposto crime eleitoral.
Cassio havia sido indiciado indiretamente no dia 22 de julho por não ter comparecido para prestar depoimento. A Polícia Federal já havia intimado o prefeito a depor duas vezes, mas, devido a sua condição de autoridade do Executivo municipal, Cassio teve o direito de adiar seu depoimento para o final de julho. O delegado Corrêa Martins decidiu não esperar a data, e indiciou o prefeito por crime eleitoral.
Como os advogados do prefeito conseguiram uma liminar concedida pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Jaime Stivelberg, o indiciamento de Cassio foi retirado. Segundo despacho de Stivelberg, o indiciamento seria ''constrangedor e sem efeito''. Em entrevista na semana, o prefeito de Curitiba se comprometeu a apresentar até o dia 12 deste mês a sua defesa no caso. Cassio é acusado de, junto com o PFL, maquiar a prestação de contas enviada na época à Justiça Eleitoral. O prefeito teria gasto muito mais do que declarou oficialmente.
O delegado regional da Polícia Federal, Ademir Gonçalves, concorda parcialmente com o juiz Stivelberg. ''O promotor eleitoral pode oferecer denúncia contra um suspeito, independente do indiciamento ou não por parte da polícia'', explica. ''O delegado Hugo Martins irá analisar agora se o prefeito precisa ser ouvido, ou se o inquérito apenas é devolvido para a Justiça Eleitoral do jeito que está'' afirmou Gonçalves.

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