Delegado conclui inquérito sobre Nadai
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Com um novo depoimento prestado ontem pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, e pela sua mulher, Cristiane Hasegawa, o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, encerrou o inquérito no qual os dois estão indiciados por falsidade ideológica. O casal teria falsificado a escritura de um apartamento comprado em 2010 por R$ 330 mil e sonegado o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).
A investigação, que foi um desdobramento da operação Antissepsia, deflagrada em maio do ano passado, também inclui possível crime de formação de quadrilha na tentativa de compra de uma empresa de Arapongas para atuar na área ambiental em Londrina. Além de Nadai, estariam envolvidos na transação o dono da empresa, o ex-procurador jurídico da Prefeitura de Londrina Fidélis Canguçu e o ex-presidente do Instituto Atlântico Bruno Valverde.
Um novo nome apareceu na investigação: o ex-funcionário da CMTU e hoje secretário do Ambiente, Gilmar Domingues, teria participado de uma reunião sobre a empresa. À FOLHA, Domingues disse que apenas recebeu prospectos da empresa que se apresentou como especializada em tratamento de chorume. ''Fiz visitas a estações da empresa em Jandaia do Sul e Rolândia e escrevi um laudo técnico descartando aquele tipo de serviço'', afirmou. ''Mas nunca discuti possível compra da empresa.''
''Estamos analisando possível crime de formação de quadrillha'', restringiu-se a afirmar o delegado, sem indicar se todos os envolvidos teriam cometido o crime.
Sobre Cristiane e Nadai, Alan Flore não descartou indiciar o casal também por sonegação fiscal porque, embora o presidente da CMTU, após o início da investigação, tenha recolhido parte do ITBI sonegado, ele não pagou integralmente o imposto. O advogado de Nadai e Cristiane, Walter Barbosa Bittar, defendeu a extinção da punibilidade. ''Quando o imposto é pago antes da ação, não há mais crime.''
No interrogatório complementar de ontem, Nadai reservou-se ao direito de permanecer calado, assim como Cristiane, afirmou o delegado Alan Flore. O advogado ainda está tentando, no Tribunal de Justiça, reaver R$ 29 mil de Nadai, que foram apreendidos em sua casa em maio do ano passado. O delegado disse que a origem do dinheiro ainda não foi comprovada.


