Delegacia do Trabalho dispensa servidores
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terça-feira, 29 de outubro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) dispensou ontem da função, o delegado substituto Regional do Trabalho no Paraná (DRT), Carlos Alberto Klamas; e dois chefes de setor da Subdelegacia de Londrina, Elson de Mendonça Ribeiro (Inspeção) e Wanderli Laudelino Farias (Relações do Trabalho). A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial.
As dispensas, todos de cargos comissionados, atenderiam a recomendação do atual delegado Regional do Trabalho no Paraná, Antonio Wellington Cavalcante de Souza, designado para o cargo pelo ministro Paulo Jobim Filho, no dia 18. Souza assumiu a DRT após a exoneração do então delegado Celso Soares da Costa, preso há 36 dias, acusado de fraudar uma licitação na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
``Acredito que essa decisão foi por causa de toda conjuntura. O ministro e o secretário executivo entenderam que era melhor dispensá-los``, disse o corregedor do MTE, Aldo Costa Filho, se referindo a série de denúncias de irregularidades na DRT do Paraná. Costa Filho deve instaurar na próxima semana, um procedimento disciplinar para apurar a responsabilidade de Ribeiro, Farias e do ex-subdelegado de Londrina, Dorival Arantes, apontados no relatório da comissão de sindicância interna do órgão.
Ainda no Diário Oficial de ontem foi nomeada a servidora Stella Maris Stavievisk como nova delegada substituta do Trabalho no Estado. ``Finalmente aquilo que estamos exigindo há meio ano está sendo feito agora. A indicação de Stella Maris é ótima. Como servidora de carreira, ela conhece bem a parte administrativa``, disse o vice presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho no Paraná, Luiz Felipe Bergmann.
Roque deverá indicar hoje os dois novos chefes de setor. Os nomes ainda serão apreciados pelo ministro Paulo Jobim Filho.
Interrogada - A esposa do ex-delegado Regional do Trabalho do Paraná, Celso Costa, Madalena Vatelavic, foi interrogada ontem pelo juiz da 3 Vara Criminal, José Marcos de Moura.
Ela é sócia da empresa Celta System Informática, de propriedade de Costa, e citada na denúncia penal ajuizada pelo Ministério Público (MP), que relata fraude em uma licitação na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). A empresa de Costa teria vencido a licitação para fornecimento de um software para a companhia no valor de R$ 49 mil. Essa ação gerou a prisão preventiva do ex-delegado, que está na carceragem do 2º Distrito Policial desde o dia 24 de setembro.
Conforme o advogado de Madalena, João dos Santos Gomes Filho, ``o fato dela ser sócia da empresa não quer dizer que cometeu delito``. ``Ela disse que trabalhava na empresa, mas tinha como função comprar coisas para escritório, não era representante legal e não tratava da carteira de clientes``, alegou o advogado.


