Delazari rebate acusações
Curitiba - O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, pela primeira vez, falou sobre as denúncias feitas por Neves contra ele. Delazari negou que seja consumidor de qualquer tipo de droga. ''Nunca usei ao menos lança-perfume. Nunca fumei cigarro ou consumi drogas'', disse. Ele mostrou como prova de que as denúncias de Neves foram forjadas o depoimento prestado pelo suposto traficante Marco Aurélio Pacheco, que teria vendido (segundo Neves) cocaína para o secretário. No depoimento, em nenhum momento é citado o nome do então promotor.
Ele anexou depoimentos dados pela delegada Leila Bertolini (que o teria ouvido na ocasião e era mulher do delegado Adauto Abreu de Oliveira), dizendo que nada contra Delazari foi falado em qualquer ocasião; e do policial militar da reserva Ricardo José Derbis, que está preso como integrante das supostas milícias armadas de Neves, contando que o tenente-coronel dizia que não tinha medo de ser preso porque tinha todos (inclusive Delazari) nas mãos. ''Eu já sabia quem ele era, tanto que nunca ocupou cargo expressivo durante minha gestão. Ele estava literalmente no corredor'', disse o secretário. Neves estava responsável pelo setor de viaturas da PM (cargo administrativo e não operacional, como o tenente-coronel estava acostumado a exercer).
Neves acreditava que sairia, em breve, coronel. Ele era o segundo da lista na ordem sucessória. ''Ele sabe que vai pegar uma pena alta e por isso está atirando para todos os lados'', afirmou. Quanto a escuta telefônica, Delazari disse que comprou o equipamento ''guardião'' com a autorização do Ministério da Justiça e para realização de escutas telefônicas legais. O valor do equipamento é de R$ 1,5 milhão e está sendo usado em Foz do Iguaçu, Curitiba e Londrina pela força-tarefa que é composta pelas polícias Civil, Militar e Federal.
Quanto ao episódio que envolveria familiares seus em fraude eleitoral no município de Colorado, Delazari afirmou que o processo foi proposto por pedido de seu pai (Luiz Carlos Delazari, Ouvidor Geral do Estado) que teria sido acusado de grampo ilegal. ''Tanto não foi feito pela equipe política do meu pai e de um vereador de lá que é seu amigo, que o meu pai pediu para que o grampo fosse verificado e as gravações peritadas'', acrescentou. (L.P.)





