Delazari nega aumento de violência no PR
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em reunião fechada realizada ontem na Assembléia Legislativa, o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que Curitiba não ficou mais violenta e que os números de violência estão caindo no Paraná. Delazari foi à Assembléia prestar informações sobre os dados da violência no Estado a convite da Comissão de Segurança da Casa, após deputados da oposição alegarem falta de transparência nos dados da segurança pública divulgados à imprensa.
Ao final do encontro na sala da presidência da Assembléia Legislativa, Delazari atendeu a imprensa e disse que não há sigilo nas informações sobre a criminalidade. Segundo o secretário, a violência em Curitiba está na média de homicídios das outras grandes cidades do país, que é de 540 casos por ano. ''Ainda não conheço um gestor que resolva totalmente o problema da violência. Nem mesmo nos Estados Unidos'', defendeu-se Delazari, que não pretende aceitar a parceria proposta pela Prefeitura de Curitiba para combater a violência na cidade. ''Se isso tivesse sido sugerido no início do mandato, tudo bem. Mas agora no final não adianta'', reclamou.
Mesmo assim, a Secretaria de Segurança Pública está finalizando parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para a contratação de 550 novos policiais através de concurso público. Delazari concluiu com a informação de que em todas as outras cidades do Brasil não existem estatísticas confiáveis de homicídios. Mas salientou que Curitiba foi a cidade que obteve o menor crescimento nos índices de violência.
O presidente da Comissão de Segurança Pública, o deputado Mauro Moraes (PMDB), alertou que Curitiba vive uma epidemia de crack 100% maior que a epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Segundo ele, 80% dos crimes em Curitiba têm como causa principal as drogas. ''Delazari se comprometeu em intensificar o policiamento. Foram informações esclarecedoras'', disse. Mas Moraes salientou que o assunto da violência não acaba, já que bairros como Sítio Cercado, Uberaba, Cajuru e Cidade Industrial ainda possuem altos índices de criminalidade. ''Pretendemos cobrar do secretário através das estatísticas'', conclui Moraes.
O deputado Reni Pereira (PSB) reclamou da demora que Delazari teve para explicar os dados de criminalidade divulgados, já que o Paraná tem um grande número de tráfico de drogas. Em cinco anos no cargo, esta foi a primeira vez que Delazari esteve na Assembléia para apresentar dados de violência. ''O secretário pediu apoio para os deputados mobilizarem a Assembléia com o objetivo de fazer com que Polícia Federal ajude no problema das drogas em Foz do Iguaçu, já que está situada na fronteira, sendo classificado como tráfico internacional'', conta Pereira.


