Delazari é alvo de críticas na AL
Curitiba - O secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, foi novamente alvo de duras críticas ontem na Assembléia Legislativa. O anúncio da desfiliação do Paraná do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e o sequestro-relâmpago do deputado Aílton Araújo (PTB) deram a munição que a oposição precisava para dar seguimento às críticas ao secretário, que já tinham sido iniciadas na semana passada.
A retirada da secretaria de Segurança do Susp foi um nos principais temas abordados pela oposição. O motivo da saída foi o baixo valor repassado pelo governo federal ao Paraná, apenas R$ 3,4 milhões. ''O Paraná não precisa de esmolas'', afirmou Delazari, lembrando que em 2002 o Estado recebeu R$ 24,5 milhões.
Para o deputado Plauto Miró (PFL), as declarações de Delazari qualificam o secretário como ''arrogante, irresponsável e incompetente''. ''Esses R$ 3,4 milhões representam 10% de toda a verba do Estado para segurança este ano. Como o secretário pode dizer que esse dinheiro é descartável?'', questionou.
Barbosa Neto (PDT), que também vem fazendo duras críticas a Delazari, somou-se ao coro de descontentes, que inclui também deputados da base de apoio do governo como Mário Sérgio Bradock (PMDB) e Artagão Júnior (PMDB). ''Não é à toa que esse secretário vem sendo chamado de Menino Maluquinho'', disparou.
A defesa de Delazari na Assembléia coube ao líder do governo, Natálio Stica (PT), que curiosamente acabou voltando suas críticas ao governo federal e, em última instância, a seu próprio partido. ''A decisão não foi apenas do secretário do Paraná, mas de um colégio de secretários estaduais que reconheceu que as verbas destinadas à segurança estão muito abaixo do necessário. O governo federal contribui com apenas 1% do total de verbas que a segurança pública precisa'', afirmou Stica.
Mas se Stica defendeu Delazari, o petista recusou-se a defender o secretário de Comunicação Airton Pisseti, acusado de ter cobrado propina para liberar verbas para uma emissora de TV. Pela segunda vez em duas semanas o secretário não compareceu a Assembléia para prestar esclarecimentos, alegando ''não ter sido convidado oficialmente''. A postura do secretário foi lamentada tanto pela oposição como pelos governistas, que na semana passada articularam-se para evitar votações para que a convocação compulsória de Pisseti fosse aprovada. ''Eu não vou mais defender essa situação. Se a oposição quiser convocar, eu não vou me mexer'', desabafou Stica. O deputado Nereu Moura (PMDB) também criticou a atitude de Pisseti. ''Eu acho que quem não deve não teme. Se pedirem a convocação, eu voto a favor'', afirmou.





