Curitiba - Enquanto Neves acusava Delazari de realizar grampos telefônicos ilegais na CPI do Tráfico de Armas, o secretário de Segurança também fazia acusações pesadas contra Neves na CPI Mista da Terra. Delazari acusou Neves de ser um ''torturador e violador dos direitos humanos'' pela atuação do tenente-coronel à frente do Grupo Águia.
Delazari aproveitou para devolver as denúncias de interceptação telefônica feitas pelo tenente-coronel. ''A monografia do sr. Copetti Neves na Escola Superior de Guerra foi sobre o MST e suas ações no Paraná. Ele considera a situação agrária uma guerra e para isso usou de infiltrações e grampos na sua atuação. Ele chegou a receber elogios por escrito da União Democrática Ruralista (UDR) por reintegrações de posse em que houve vítimas'', disse Delazari.
O secretário também teve que responder às acusações de grampo telefônico durante a CPI. A deputada Kátia Abreu (PFL-TO) questionou por que Delazari não abriu um procedimento investigatório quando as denúncias de interceptação telefônica contra deputados estaduais surgiram, e se ele utilizava o aparelho ''Guardião'' para realizar escutas telefônicas.
Delazari afirmou que não iria determinar a abertura de investigação. ''Eu sou o acusado de ordenar as escutas. Não faz sentido eu abrir uma investigação que irá produzir provas contra mim mesmo. Além do mais, eu nunca usei o aparelho Guardião enquanto secretário de Segurança. Conheço o sistema de escuta da época em que atuei como promotor, mas agora atuo na administração da secretaria e não tenho tempo para ficar ouvindo os grampos realizados pelos policiais'', retrucou Delazari.
Kátia Abreu também perguntou se Delazari conhecia um policial civil chamado Rasera, que estaria envolvido nas supostas interceptações telefônicas, e se ele estaria disposto a abrir seu sigilo telefônico para avaliar se há telefonemas de Rasera para ele. Delazari afirmou que não conhecia pessoalmente o policial. ''Não sei quem é, sei apenas que está lotado na Casa Civil agora. E não abro mão do meu sigilo por considerar que isso viola a minha privacidade. Sugiro que se peça a quebra do sigilo telefônico dele, para ver se há ligações para meus telefones na secretaria ou particulares'', afirmou. (R.S.)

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