Delator-mor da Publicano é alvo de nova denúncia
O juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, recebeu na última semana nova denúncia dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP) contra o principal delator da Operação Publicano, o auditor Luiz Antonio de Souza, e cinco membros de sua família (pai, mãe, mulher, sogra e irmã). O auditor Milton Digiácomo também figura no polo passivo.
Os promotores Jorge Barreto da Costa, Leila Schimiti e Renato de Lima Castro narram 25 fatos criminosos, sendo 24 de lavagem de dinheiro obtido por Souza por meio de acordos de corrupção. O esquema de achaque de empresários sonegadores de tributos estaduais em troca da propina é a tônica da Publicano, deflagrada em março do ano passado. Ao todo, 73 auditores de Londrina e da alta cúpula, em Curitiba, são acusados de envolvimento.
O primeiro fato da nova denúncia, protocolada no último dia 21, é de falsidade ideológica na constituição de empresa do setor alimentício, registrada em nome de "laranjas", ou seja, parentes de Souza, que, na verdade, "funcionava como factoring, realizando desconto de duplicatas, cheques e empréstimos de dinheiro para terceiros, e para a lavagem de ativos dos denunciados Luiz Antônio de Souza e Daniela Feijó Souza (mulher)", escreveram os promotores.
Eles também descrevem a compra de 11 imóveis registados em nome de parentes ou de empresas de fachada, como a Masterinvest ou a Paranacash, que pertenciam a Souza, mas também estavam em nome de "laranjas".
Exigência ilegal de vantagem indevida em razão do cargo que ocupa; no caso da Publicano, fiscais exigiam propina para não multar empresários sonegadores de tributos estaduais
Pessoa que empresta o nome, com ou sem consentimento, para ocultar o verdadeiro beneficiário de dinheiro obtido ilicitamente
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





