Delator mantém versão em interrogatórios
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terça-feira, 14 de junho de 2016
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Mesmo com a rescisão do acordo de colaboração premiada, que cancelou benefícios como a saída da cadeia em 30 de junho e redução de pena, em caso de condenação, o auditor da Receita Estadual Luiz Antonio de Souza, principal delator da Operação Publicano, manteve sua versão inicial em processos relativos a crimes de exploração sexual. Segundo seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira, ontem, em dois interrogatórios na 6ª Vara Criminal, Souza reafirmou denúncias que já havia feito em depoimentos ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e não negou os crimes praticados.
"Ontem, a juíza da 6ª Vara Criminal anunciou que também rescindiu o acordo de delação premiada, que havia homologado, e, mesmo assim, o Luiz Antonio e a defesa optaram por manter o que havia sido dito", afirmou Ferreira. "A defesa entende que a pena advém da eficácia da colaboração do delator; a validade dos benefícios depende exclusivamente do quanto colaborou. E o Luiz Antonio colaborou sobremaneira para as investigações. Por isso, vai manter tudo o que disse não só nos casos de exploração sexual como na Operação Publicano."
A rescisão do acordo de Souza foi requerida pelo Ministério Público (MP) aos juízes da 3ª e 6ª varas criminais, Juliano Nanuncio e Zilda Romeiro, respectivamente, em razão de quebra da cláusula em que o delator se obrigava não praticar novos crimes. Mesmo na prisão ele está detido desde janeiro do ano passado, ao ser flagrado em um motel com uma adolescente Souza, com ajuda externa, teria extorquido empresários, conforme sustentam os promotores na denúncia relativa à quinta fase da Publicano, que apura suposto esquema de corrupção na Receita Estadual.


