Definidas comissões para apurar denúncias na UEL
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segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Lino Ramos<BR>De Londrina 
O Conselho Universitário definiu ontem as nove comissões que irão instaurar os procedimentos administrativos para investigar as denúncias de irregularidades contra a administração do ex-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Jackson Proença Testa. Os escolhidos são professores e membros do conselho e o trabalho deve começar na segunda-feira.
O prazo inicial para o término dos trabalhos é de 20 dias, prorrogável por mais dez. Segundo o reitor Pedro Gordan, se for necessário, o conselho pode definir nova prorrogação de prazo. ''Acredito que no fim de novembro entregaremos o resultado ao Ministério Público'', afirmou.
As investigações na UEL começaram em maio, quando surgiram denúncias de superfaturamento em contratos publicitários entre a universidade e a rádio Nova Ingá, do ex-deputado federal Benedito Pinga-Fogo de Oliveira, de Maringá. Uma comissão do conselho apontou 16 itens com indícios de irregularidades, desde abuso na distribuição de cargos comissionados, processos licitatórios viciados até superfaturamento de obras.
Os conselheiros também queriam discutir ontem o início do processo de sucessão na UEL, mas a pauta ficou para segunda-feira, quando também serão debatidas mudanças no estatuto da UEL. Gordan também irá defender a realização de uma auditoria externa na UEL e propor que o conselho indique novos auditores internos no lugar dos profissionais escolhidos por Testa. O ex-reitor deveria cumprir mandato até junho de 2001, mas na semana passada pediu exoneração.
O professor César Caggiano Santos que presidiu a comissão de investigação nega que o ex-reitor não teve direito à defesa, como tem alegado. Ele informou que foi encaminhado um ofício ao ex-reitor, porém ele entrou em férias na época das investigações. ''Não só ele como outros membros tiraram férias, eles não queriam falar à comissão.''
Gordan se defendeu das acusações de Testa, de que teria aprovado os gastos publicitários da administração anterior, como membro do Conselho de Administração. ''Em momento algum aprovei qualquer centavo em relação à publicidade''. Sobre a aprovação das Funções Gratificadas pelo conselho, ele alegou que será necessário consultar as atas do conselho.
O reitor também negou que a UEL tenha em caixa R$ 12 milhões em superávit, como afirmou Testa. ''Imagino que contabilmente há. O Hospital Universitário quarda uma reserva de R$ 4 milhões para investimentos e R$ 4 milhões para custeio. Mas isso não quer dizer haja dinheiro para despesas correntes.''


