O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, informou ontem que somente na sexta-feira o governo deverá decidir sobre o afastamento ou não do reitor Jackson Testa e a nomeação de Pedro Alejandro Gordan como reitor interino. ‘‘Vamos avaliar isso com seriedade, analisando todos os seus aspectos legais, para decidir’’, disse, por telefone, no início da noite de ontem. Enquanto a decisão não for tomada, segundo o secretário, Testa continua reitor da UEL.
Wahrhaftig reafirmou que respeita a autonomia da universidade, ‘‘desde que as decisões tenham amparo legal’’. Para ele, não só exoneração, mas afastamentos de reitor ou vice são atribuições exclusivas do governador Jaime Lerner (PFL). ‘‘Porque envolve designação de (outra) pessoa para cargo comissionado’’, alegou.
Ainda segundo o secretário, ontem houve uma ‘‘tendência’’ de considerar o afastamento de Testa como uma decisão definitiva. ‘‘Na verdade, o conselho tem a prerrogativa de ‘solicitar’ o afastamento. E isso foi feito’’, disse – referindo-se a um documento enviado no final da tarde pelo conselho comunicando as decisões tomadas pela manhã e ‘‘submetendo’’ o nome de Gordan para reitor interino. A carta é assinada pelo professor Newton Expedito de Moraes.
Wahrhaftig ponderou, no entanto, que na correspondência indica que o vice-reitor Mauro Ticianelli pediu, espontaneamente, o afastamento do cargo – como de fato ocorreu durante a reunião. ‘‘Mas eu tenho uma correspondência do próprio Mauro, enviada também ontem, dizendo que em momento algum renunciou; e que se considera no exercício legal do cargo. Isso precisa ser esclarecido’’. Hoje à tarde o secretário receberá membros do conselho para explicar as decisões.

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