Definição do quadro no Paraná fica para quarta
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domingo, 27 de junho de 2010
Marcela Rocha Mendes <br>Equipe da Folha 
Curitiba - Ficou para quarta-feira - último prazo legal - a definição do quadro que disputará as eleições estaduais em outubro. Sem acordo entre o PT e os pré-candidatos Orlando Pessuti (PMDB) e Osmar Dias (PDT), as convenções partidárias realizadas ontem deixaram para os diretórios estaduais a decisão final para formação de coligações ou lançamento de candidaturas próprias. Por enquanto, o único candidato ao governo do Estado já lançado oficialmente é Beto Richa (PSDB), ex-prefeito de Curitiba.
A ata da convenção do PMDB, realizada no sábado, delegou poderes ao diretório também para decisões sobre coligação para disputa de candidatos a deputado estadual e federal. A reunião partidária já tinha começado enquanto Osmar Dias, Gleisi Hoffmann (PT) e o governador Orlando Pessuti ainda estavam reunidos em uma última tentativa de fechar o acordo que poderia ser votado pelos convencionais peemedebistas. O encontro já havia durado praticamente todo o dia, quando uma coletiva de imprensa chegou a ser convocada para fazer o anúncio de que Pessuti seria o candidato ao governo do Estado.
Foi Pessuti quem trouxe a notícia de que ainda não havia uma aliança consolidada. ''Nesse momento não temos condições de tomar uma decisão. O acordo depende de nós conversarmos um pouco mais. Demos esse prazo ao senador (Osmar) para que ele possa tomar a decisão definitiva'', afirmou.
Segundo Pessuti, um dos entraves é a informação de que o irmão de Osmar - o também senador Alvaro Dias (PSDB) - vai concorrer à vice-presidência na chapa de José Serra (PSDB). ''A tendência nesse momento é que o Osmar não dispute (o governo) porque ele tem dificuldades de caráter pessoal. Ele não quer passar pelo constrangimento de enfrentar o irmão'', comentou. Já a assessoria de imprensa de Osmar informou que o senador continua se declarando pré-candidato ao governo, independentemente de outras questões.
O atual governador defendeu que a coligação é bem-vinda. Opinião compartilhada pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal, Roberto Requião (PMDB). ''Ainda é possível optar pela coligação. O contrário é tolice, suicídio político'', discursou a cerca de 5 mil presentes na convenção. À imprensa, Requião declarou que ''está fora dessa confusão'' e aceita o que o partido decidir.
Denúncia
Pessuti rebateu uma denúncia publicada pela Revista Veja desta semana, que afirma que o governador paranaense teria sido nomeado consultor administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná, em 2005 - quando já era vice-governador do Estado - pelo ato secreto número 274. A reportagem informa, ainda, que parentes e assessores de Pessuti, que já foi presidente da casa, também estariam sendo beneficiados pelo mesmo ato.
Questionado sobre a denúncia, o governador apenas declarou que era funcionário concursado da Assembleia desde 1979, mas que está licenciado para concorrer a cargos eletivos há 28 anos e não recebe ''um centavo'' de salário do Legislativo. Ele classificou a reportagem como ''intriga política''.


