Definição de vice de Dutra causa racha no PT gaúcho
Definição de vice de Dutra
causa racha no PT gaúcho
Agência Folha
Arquivo Folha
Tarso Genro não aceitou ser vice de DutraA formação da chapa ao governo do Rio Grande do Sul, definida na semana passada, quebrou um histórico de composição entre as tendências internas do PT gaúcho. A acomodação das correntes tidas como radicais e moderadas era até agora vista como modelo pelo PT nacional. Mais do que isso, era considerada fator determinante para vitórias eleitorais como as ocorridas nas três últimas disputas à Prefeitura de Porto Alegre.
Contrapondo-se a uma fórmula que tornou o partido bem-sucedido no Estado, a atual chapa para concorrer ao governo gaúcho não contempla a participação de representantes da corrente conhecida como moderada, o PT Amplo e Democrático. O candidato do partido ao governo do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, afirma que é independente, mas é identificado com grupos definidos como radicais. Para a vaga de vice-governador, foi escolhido o deputado federal Miguel Rossetto, da corrente Democracia Socialista, situada à esquerda dentro do partido.
A divisão ocorrida agora na escolha do vice teve origem na decisão do PT carioca de não se coligar com o PDT. Caso houvesse a coligação a vaga de candidato a vice no Estado seria dos pedetistas. A escolha do deputado Rossetto significou uma derrota para o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro, que defendeu a indicação do nome do vice-prefeito da capital, José Fortunati.
Genro não aceitou ser o vice desde o início do processo de discussão da chapa, no ano passado. No dia do encontro, foi pressionado por militantes que ainda tentavam convencê-lo a concorrer. Ele resistiu e foi vaiado por alguns setores. Fortunati disse, na última sexta-feira, que a quebra da tradição trouxe forte descontentamento e o desejo de abandono do partido por muitos militantes. Para ele, a chapa não representa o partido como um todo, pois é composta por iguais e limita o aspecto eleitoral, ou seja, é menos representativa.





